ETANOL DE MILHO
Planta, que deve ser concluída em 2028, irá funcionar de forma integrada com usina de cana-de-açúcar
A Atvos anunciou nesta terça-feira, 12, sua primeira unidade voltada à produção de etanol de milho. De acordo com a empresa, o investimento “fortalece sua atuação na segurança energética do país e expande sua contribuição à oferta de soluções de energia renovável em escala global”.
O projeto envolve a ampliação da unidade Santa Luzia, em Nova Alvorada do Sul (MS), com integração entre as operações de cana e milho. De acordo com a empresa, isso permitirá uma produção contínua ao longo de todo o ano, com melhor aproveitamento de ativos e ganho de competitividade.
Com capacidade para processar 642 mil toneladas de milho por ano, a unidade produzirá 273 milhões de litros de etanol, 183 mil toneladas de grãos secos de destilaria (DDG) e 13 mil toneladas de óleo de milho. A companhia não revelou o valor dos aportes, mas o CEO da Atvos, Bruno Serapião, afirmou ao Valor Econômico que o valor ultrapassa R$ 1 bilhão – e os recursos virão do caixa da companhia.
Ainda segundo o jornal, a planta de milho deve entrar em operação em 2028. Ela foi dimensionada para que suas necessidades energéticas consumam apenas a biomassa de cana-de-açúcar já disponibilizada pela unidade. Serapião estima que, com a integração, os custos de produção de etanol tenham uma queda superior a 10%.
“Este investimento está alinhado à nossa visão de longo prazo e à estratégia de crescimento sustentável da Atvos. O etanol de milho amplia nossa capacidade produtiva e fortalece nossa atuação como plataforma integrada de biocombustíveis”, afirma Serapião, em nota.
“Com uma base operacional e financeira sólida, também ganhamos previsibilidade para avançar nessa agenda mesmo em cenários globais mais desafiadores”, complementa.
Ainda de acordo com a Atvos, a expectativa é de que o empreendimento gere cerca de 2 mil empregos durante a fase de obras.
“A iniciativa reforça a estratégia de diversificação da Atvos, com o milho se consolidando como um novo vetor de crescimento, complementar à cana-de-açúcar e integrado a outras rotas como o biometano, ampliando a eficiência operacional”, afirma a companhia, em nota.
A empresa também afirma que o investimento “reforça a relevância do Mato Grosso do Sul como polo estratégico para a transição energética, em um ambiente de incentivo do governo estadual à atração de novos projetos voltados ao desenvolvimento do setor de bioenergia”.
Fonte: NovaCana