A CORÉIA DO SUL E O MERCADO DE OVOS
O agronegócio brasileiro celebra um novo marco histórico em sua expansão internacional. O governo federal anunciou a conclusão das negociações que permitem ao Brasil exportar ovos e produtos derivados para a Coreia do Sul. Esta abertura estratégica amplia significativamente o alcance da avicultura nacional, permitindo que produtos brasileiros atendam tanto ao consumo direto quanto à robusta indústria de alimentos sul-coreana.
Com este novo anúncio, o Brasil atinge a impressionante marca de 602 aberturas de mercado desde o início de 2023. Este resultado é fruto de um esforço coordenado entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) para diversificar o portfólio exportador e consolidar a presença brasileira em mercados de alto valor agregado.
Os principais produtos do comércio entre Brasil e Coreia do Sul
A relação comercial entre as duas nações é sólida e demonstra um crescimento contínuo. Em 2025, as exportações do agronegócio brasileiro para a Coreia do Sul totalizaram o montante de US$ 2,4 bilhões.
Entre os produtos que lideram a pauta exportadora e são essenciais para o mercado sul-coreano, destacam-se:
- Farelo de soja;
- Carne de aves;
- Café;
- Soja em grão;
- Milho;
- Fumo;
- Algodão;
- Couro.
Embora o volume total financeiro tenha atingido os US$ 2,4 bilhões no setor agrícola, a inclusão de ovos e derivados agora se soma a esta lista, prometendo elevar ainda mais o volume de negócios nos próximos anos.
Cooperação e inovação: o futuro das relações bilaterais
A expansão do mercado não se limita apenas à venda de commodities. Durante a missão presidencial à República da Coreia, realizada em fevereiro de 2026, foram assinados memorandos de entendimento (MOUs) focados em áreas críticas para o futuro do campo.
Os acordos visam a cooperação em:
- Inovação e desenvolvimento rural;
- Medidas sanitárias e fitossanitárias;
- Bioinsumos.
Essa agenda reforça o diálogo sanitário entre os países, facilitando a resolução de tratativas técnicas e garantindo que o setor agrícola brasileiro continue a avançar com segurança e tecnologia no mercado asiático.
FONTE: AGRO EM CAMPO